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Reparar ou substituir um equipamento avariado – 11 dicas úteis

Quando algum equipamento que utilizamos muito começa a apresentar sinais de desgaste ou algum defeito pontual, aparece sempre aquela dúvida: vale a pena reparar, ou substituir por um novo?

De facto, nunca há uma resposta exata para esta pergunta, isso porque depende muito do contexto. Porém, com alguns cálculos, é possível ter a noção de qual das opções é mais vantajosa para si.

Para o ajudar na escolha, preparamos um pequeno guia de como realizar estas contas e decidir se é melhor reparar ou substituir. Além disso, tentamos ir um pouco além do mundo da informática incluindo também outros tipos de produtos, como por exemplo, os eletrodomésticos.

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Fonte: Pixabay

 

Telemóveis e Tablets

Os equipamentos que mais nos causam dúvidas quando não sabemos se devemos reparar ou substituir são os telemóveis e os tablets. Afinal, eles são parte importante das nossas vidas e a decisão correta é fundamental para o podermos continuar a utilizar quer seja para trabalhar, estudar ou apenas comunicar ou divertir-nos.

Neste caso, a primeira coisa a fazer é perceber o tamanho do problema. Assim, como em quase todos os casos de manutenção, é essencial que tenha mais de uma opinião especializada sobre qual é o real defeito do seu telemóvel. Isto porque, infelizmente, ainda é comum receber diagnósticos imprecisos de técnicos que a única coisa que querem é ganhar o máximo possível com a reparação.

Ou seja, pode estar desesperado a pensar se será necessário gastar muito dinheiro a comprar um telemóvel novo ou a reparar o seu usado. Enquanto, o problema pode ser apenas alguma sujidade interna ou algum mau contacto entre os componentes essenciais para o funcionamento do equipamento.

Se já tem o diagnóstico preciso do problema do seu equipamento, então deve começar a fazer as contas para descobrir se realmente vale a pena reparar ou substituir. A nossa recomendação e da maioria dos especialistas é de que o valor de qualquer reparação nunca deve ultrapassar 30% do valor total do equipamento.

No entanto, isso pode ser relativo, basicamente depende do tempo que já utilizou o seu telemóvel. Ou seja, mesmo que os valores sugiram que a decisão correta seja a reparação, pode ser-lhe mais vantajoso substituir por um novo.

 

1 – Qual a idade do equipamento?

Pode não parecer muito relevante, mas a idade do telemóvel é um fator importante quando ele tem um problema e precisa de decidir se vai reparar ou substituir por um novo.

Isto porque, o problema que o equipamento tem agora, pode ser apenas o primeiro de uma série de sintomas que pode vir a ter. Por isso, se quer tomar uma decisão acertada, tenha também em conta a idade do equipamento e o seu tempo médio de vida útil.

Lembre-se também que nos equipamentos mais antigos, a reparação pode sair bem mais cara do que o esperado, porque algumas peças são mais difíceis de encontrar com o passar do tempo.

 

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Fonte: Bruno /Germany por Pixabay

 

2 – Qual a avaria do equipamento?

Avalie o grau de gravidade do problema do seu telemóvel. É apenas um problema estético, como um pequeno risco no ecrã, ou um problema mais grave que interfere diretamente na utilização do telemóvel, comprometendo a sua experiência?

Se for o primeiro caso, não vale a pena arriscar a reparação, isto porque uma manutenção mal feita pode transformar algo mínimo num problema maior. Se for o segundo caso, deve seguir os passos indicados acima para tomar a decisão mais acertada.

 

3 – Qual o modelo do equipamento?

Finalmente, também é importante perceber qual é o modelo do telemóvel para poder tomar uma decisão mais acertada.

Pesquise na internet por quanto tempo ainda o seu telemóvel continuará a receber atualizações. Normalmente, os equipamentos Android e iOS têm um período definido de tempo durante o qual recebem atualizações dos seus fabricantes.

É importante, porque se o seu telemóvel tem um problema que precisa de ser reparado e até é um serviço que fica barato, pode não compensar. Se tiver a certeza que daqui a alguns meses deixará de receber atualizações o ideal é pensar em comprar um novo.

Isto porque, em breve irá começar a ter problemas na sua utilização. Por exemplo, algumas aplicações deixarão de funcionar em versões mais antigas e por isso o dinheiro da reparação será mal gasto.

Reconhecemos que pode não ser o parâmetro ideal de decisão, porque muitas vezes os telemóveis ainda estão em perfeito estado, apesar de não receberem mais atualizações. No entanto, é uma prática comum da indústria que, infelizmente, devemos considerar na hora de escolher no que investir.

Por isso, antes de tomar a sua decisão, consulte as nossas dicas para poupar nas compras online, porque podem ajudar a tornar a sua compra de um telemóvel novo ainda mais assertiva.

 

Computadores Portáteis e Fixos

Relativamente aos computadores portáteis, a dúvida entre a reparação e a substituição também é muito comum quando nos deparamos com algum defeito inesperado.

Normalmente os componentes internos de um computador portátil são mais caros do que as peças de um computador fixo. Isso faz com que as reparações dos computadores portáteis sejam muitas vezes inviáveis e a substituição mais vantajosa.

Tal como nos telemóveis, é fundamental que tenha várias opiniões sobre o problema, porque a solução muitas vezes é mais simples do que pensa.

Para isso, utilize os nossos serviços de diagnóstico e manutenção à distância. Estamos sempre disponíveis para o poder ajudar a resolver o problema do seu equipamento e tentar poupar-lhe algum dinheiro.

 

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Fonte: Freepik

 

4- Confia no seu equipamento?

A primeira coisa que deve ter em conta é a sua relação com o seu computador portátil, se realmente confia nele. Quer seja porque o considera resistente ao tipo de utilização que lhe deu porque tem apenas alguns defeitos mínimos. Ou então deixou de confiar nele porque tem tido, um problema atrás do outro, que só lhe causam transtornos.

Se o seu caso for o primeiro, então vale a pena pensar na reparação, porque provavelmente irá ser apenas um problema pontual. Mas, se é daqueles que se revê na segunda situação, o mais acertado será mesmo comprar um equipamento novo.

Isto porque, é provável que o seu computador portátil comece a ficar cada vez pior depois das sucessivas reparações. Isso irá fazer com que continue a perder inheiro e tempo nas reparações constantes do seu computador portátil.

 

5 – Já tem sinais de problemas?

No entanto, existem alguns cuidados que pode ter regularmente para que não tenha de escolher entre uma reparação e a substituição do seu computador portátil. O especialista em equipamentos eletrónicos do portal TechReviews, Ricardo Fernandes, publicou uma das medidas preventivas no site:

“Os cuidados com o computador portátil devem visar o afastamento de problemas maiores. Deve partir sempre do princípio que alguma coisa vai avariar de vez, e que provavelmente a reparação será muita cara. Por isso, esteja sempre atento aos pequenos sinais que o seu computador dá, como por exemplo, uma lentidão inesperada. Procure assistência técnica especializada antes que esses pequenos sinais se tornem em alguma coisa irreversível e tenha que optar pela substituição do equipamento”.

 

6 – Qual o componente avariado?

Em relação aos componentes do computador, a escolha entre reparar ou trocar é também muito difícil. A flutuação dos preços das melhores peças é enorme, porque dependem de vários fatores.

Além disso, normalmente a reparação de componentes é muito complicada e exige um enorme conhecimento técnico. Basicamente, é como tudo na vida, os bons profissionais custam dinheiro.

Assim, quando descobrir qual é o componente que compromete o desempenho do seu computador, a primeira coisa que deve fazer é procurar por um mais recente. Provavelmente, os modelos equivalentes ao antigo estão mais caros agora do que estavam quando os comprou. As placas gráficas, por exemplo, não param de aumentar de preço por causa da mineração de criptomoedas.

 

7 – Já lhe fizeram um diagnóstico?

Antes de tudo, procure por profissionais qualificados na sua região e leve-lhes o seu computador para uma análise completa. Pode até ser que o seu problema não esteja no componente que pensa substituir.

Ou seja, o defeito do seu computador pode não ser do componente, mas alguma coisa mais simples. Por exemplo, antes de pensar em comprar uma nova placa gráfica, peça ajuda a um técnico para perceber se não é apenas a pasta térmica que já não está em condições.

De facto, tudo o que fazemos no computador exige cada vez mais recursos à medida que o tempo passa. Desde os jogos, até os softwares de trabalho, tudo exige muito mais dos componentes internos.

Por isso, ao atualizar os componentes do seu computador fará com que não tenha problemas de desempenhos nas suas atividades do dia a dia.

Por isso, não devemos pensar na substituição dos componentes do computador apenas numa perspetiva de poupança mas também na qualidade da experiência na sua utilização.

No nosso site conseguirá encontrar o produto ou o serviço certo para o fazer poupar, resolvendo-lhe o problema de forma eficaz, sem comprometer o desempenho na utilização do seu equipamento.

 

Outros Equipamentos

Fugindo um pouco do mundo da informática e das telecomunicações, os nossos eletrodomésticos também nos deixam inquietos sempre que temos que decidir entre a reparação ou a substituição.

De facto, vale a pena separá-los dos telemóveis e dos computadores porque são equipamentos que têm outras particularidades.

 

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Fonte: Leon Seibert on Unsplash

 

8 – Consome muita energia?

A grande questão que envolve os eletrodomésticos é o seu consumo de energia elétrica. Por isso, as contas tornam-se mais complexas, e devem considerar o valor da eletricidade na sua região.

A indústria dos eletrodomésticos evolui constantemente. Normalmente, a cada 5 anos, os fabricantes conseguem produzir equipamentos capazes de consumir menos 10% de energia que os anteriores.

Ou seja, partindo do princípio que tem um frigorífico de 2011, é provável que ainda esteja com um aspeto novo e a funcionar perfeitamente. Por isso, quando avaria, a primeira coisa que lhe vem à cabeça é avançar com a reparação. Isto porque, considera que comprar um novo pode ser bastante mais caro e isso ficar acima do seu orçamento.

Mas, se tiver em conta que os novos frigoríficos consomem menos energia, percebe que irá poupar na fatura na luz, relativamente aos gastos mensais. E se considerar que se trata de um equipamento de utilização a longo prazo, a poupança pode ser gigantesca.

 

9 – O que fica mais barato?

Além do fator da eletricidade, muitos outros devem ser considerados na sua escolha. Aqui, a regra dos 30% é mais importante do que nunca.

Ou seja, peça vários orçamentos para a reparação do seu eletrodoméstico e, se o mais barato deles corresponder a aproximadamente um terço do valor do produto novo, opte pela sua substituição.

Outra forma como pode fazer o cálculo para o ajudar a tomar uma decisão é a partir da vida útil estimada do eletrodoméstico em questão. Deve considerar o valor da reparação e, então, multiplicar pelo número de anos que um equipamento novo normalmente dura. Se o valor multiplicado for superior ao preço do equipamento novo, mais uma vez a substituição é a opção mais indicada para conseguir poupar a longo prazo.

Por exemplo: se um frigorífico novo custa 700 euros e ele tende a durar pelo menos 10 anos, o valor da reparação do avariado não deve ser maior que 70 euros. Caso contrário, não vale a pena a reparação, mas sim a substituição.

 

10 – Qual a marca do equipamento?

Finalmente, se descobriu através das nossas dicas que a melhor escolha é a substituição, é importante que perceba qual é a reputação da marca do eletrodoméstico que pensa comprar. Pode, por exemplo, consultar as queixas dos outros consumidores de forma a tentar perceber em quanto tempo os equipamentos começaram a apresentar algum defeito.

De facto, é importante fazer esta pequena análise, porque mesmo que tudo indique ser mais vantajoso comprar um novo, há um fator imposto pela indústria que merece a nossa atenção.

 

11 – Qual a vida útil do equipamento?

Sim, os equipamentos atuais tendem a ter uma vida útil menor do que os antigos. Isso deve-se ao fato dos fabricantes procurarem incentivar um consumo maior e assim a substituição mais frequente dos seus eletrodomésticos.

Por isso, se perceber que muitos clientes se queixam que, com o passar do tempo, os equipamentos de uma determinada marca, vão perdendo qualidade, pode ser mais vantajoso reparar o seu eletrodoméstico antigo. Isto, desde que ainda mereça a sua confiança e não tenha tido muitos problemas recentemente.

 

 

Conclusão

Como viu, a escolha entre a reparação e a substituição é bastante complexa e passa por uma série de fatores, desde qual o tipo do produto em questão, o valor do orçamento para a reparação e as tendências da indústria atual.

Em todos os casos, deve ter sempre em atenção o tipo de investimento a longo prazo para evitar prejuízos no futuro. Dependendo da condição do equipamento que avariou, lembre-se que o barato pode sair muito caro.

Por vezes, em pouco espaço de tempo, gastamos mais dinheiro com as sucessivas reparações do que gastaríamos com a compra de um novo se o tivéssemos feito logo que começou a dar problemas.

Então, mesmo que o seu orçamento esteja apertado, vale a pena pensar duas vezes antes de reparar um equipamento eletrónico. É uma questão de investimento e de evitar novos gastos imprevistos, que podem prejudicar ainda mais a sua vida financeira.

No entanto, existem muitos casos em que a reparação é solução mais indicada. Nessas situações, a poupança será enorme, porque consegue resolver um problema pontual sem ter de voltar a investir num equipamento novo.

Uma coisa é certa a probabilidade é menor, mas até os equipamentos novos avariam e dão problemas. Às vezes é preferível reparar um equipamento que conhecemos e que sabemos ser de boa qualidade que comprar um novo que não conhecemos e que ainda pode dar mais problemas que o anterior.

É tudo uma questão de seguir as nossas dicas e fazer bem as contas e ponderar bem os diversos fatores de forma a conseguir encontrar a melhor solução para o problema do seu equipamento.

 

António Almeida

António Almeida

Licenciado em engenharia Informático e Telecomunicações, mestre em Sistemas e Tecnologias de Informação e doutorando em Informática é um apaixonado por todo o tipo de tecnologia. Apostava na troca de informações e acaba de criar uma rede de informáticos especialistas interessados em tecnologia.

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